Como tudo começou

Coopamare – Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis – é uma cooperativa de trabalho sem fins lucrativos. A Coopamare surgiu em 1989 de um projeto de auxílio a moradores de rua realizado pela OAF – Organização e Auxílio Fraterno. A primeira atividade programada pela organização foi uma festa, chamada de “Missão”- um evento de manifestação e protesto reivindicando os direitos dos sofredores de rua. Para a realização da festa, era necessário que cada integrante morador de rua doasse a renda de um dia de seu
trabalho.

Os catadores de papel foram os que reuniram um valor mais alto. A partir dessa constatação, o grupo passou a se reunir no Centro Comunitário dos Sofredores de Rua, no bairro do Glicério, que se tornou ponto de encontro e local de discussão desses catadores. Com o objetivo de obter melhores preços no mercado, em 1986 criaram a Associação dos Catadores de Papel. Possuíam uma casa alugada no Glicério e uma balança industrial, o que já dava ao grupo um caráter profissional.

Em 1989, foi formada a Cooperativa, com vinte catadores. A prefeitura cedeu a eles o espaço sob o viaduto Paulo VI, em Pinheiros, onde hoje se localiza a Coopamare, e promulgou um decreto municipal que reconhece o trabalho do catador como atividade profissional e garante o direito ao trabalho. Os catadores receberam cursos de capacitação e foi firmado convênio para remuneração da diretoria pelos serviços prestados à Coopamare. Assim estruturados, os catadores ganharam legitimidade junto a fabricantes e intermediários, e maior visibilidade junto a comerciantes, donas de casa, empresas e a população em geral.

Hoje, a cooperativa conta com 80 catadores, entre cooperados e associados, e com 120 catadores avulsos, que passam por lá todos os dias. Desenvolve projetos, dá cursos aos cooperados, procura sempre mais parceiros, orientados pelo principal objetivo: valorizar a profissão de catador.

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