Dia-a-dia

A cada dia, por volta de 80 catadores passam pela Coopamare com o objetivo de vender seu material coletado nas ruas, no comércio, prédios e casas.

Esses catadores, na maioria homens, chegam a coletar aproximadamente 200 quilos de diversos materias, como papel, plástico, vidros, latinhas, entre outros objetos que acabam sendo reutilizados em seus carrinhos ou casas, quando possuem.

Como o catador tem que empurrar o carrinho, ele não pode percorrer distâncias muito longas, por isso sua área de atuação é limitada aos bairros mais próximos à cooperativa. Além dessa limitação física, os catadores ainda têm que concorrer com muitas pessoas que recolhem esses materias como uma segunda opção de renda e com os chamados catadores motorizados. Esta competição traz perdas tanto para os catadores quanto para a cooperativa, que quer cada vez mais aumentar sua quantidade de material coletado.

Muitos catadores, passando a ser cooperados, conseguiram melhorar sua qualidade de vida, trocando as ruas por uma casa própria. Mas esta realidade não é a de todos. Muitos ainda moram na rua, e se não fosse a Coopamare, não teriam estrutura para atender às suas necessidades básicas como banho, refeições e alfabetização.

Outro problema muito difícil de se enfrentar é o preconceito da sociedade contra a profissão de catador. Por trabalhar na rua, muitas vezes ele é confundido com um marginal. Outro equívoco ocorre quando o catador está mexendo nos lixos em busca de materiais e é confundido como um mendingo à procura de comida. Isso compromete a dignidade de seu trabalho.

Sabe-se que hoje em dia todos temem a violência de uma grande cidade como São Paulo, mas temos que saber distinguir as coisas e ajudar essas pessoas que estão tentando se reestabelecer na sociedade com um trabalho importante que diz respeito a todos: a reciclagem.

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